
Como é feito o planejamento de implantes dentários na Clínica ImplArt?
O planejamento de implantes dentários na Clínica ImplArt começa muito antes da cirurgia. Para definir um tratamento seguro, funcional e esteticamente adequado, é necessário avaliar o estado de saúde do paciente, a anatomia óssea, a gengiva, a mordida e o tipo de prótese que será instalada sobre os implantes.
Esse cuidado é importante tanto na substituição de um único dente quanto em tratamentos com vários implantes, carga imediata, prótese protocolo ou reabilitação total das duas arcadas.
Na Clínica ImplArt, em São Paulo, o planejamento é conduzido sob a direção do Dr. Roberto Markarian, PhD, especialista em Implantodontia e Prótese Dentária. Com mais de 24 anos de experiência e participação em aproximadamente 12 mil procedimentos relacionados a implantes e reabilitação oral, o Dr. Roberto reúne formação cirúrgica, conhecimento protético, atuação científica e experiência em odontologia digital.
A Clínica ImplArt integra diagnóstico por imagem, escaneamento intraoral, planejamento digital, cirurgia e produção de próteses em seu laboratório CAD/CAM interno. Essa estrutura permite que a posição dos implantes seja definida a partir do resultado funcional e estético que se pretende alcançar.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“Na Clínica ImplArt, não planejamos apenas onde os implantes serão instalados. Projetamos primeiro os futuros dentes, a gengiva, o suporte dos lábios, a mordida e o material da prótese. Somente depois desse planejamento protético definimos a distribuição, a inclinação, a profundidade e o sistema de implantes mais adequado para cada paciente.”

O planejamento de implantes dentários começa pela futura prótese
Um dos princípios mais importantes da Implantodontia moderna é o planejamento orientado pela prótese.
Isso significa que a equipe não deve simplesmente procurar regiões onde exista osso para instalar os implantes. Antes da cirurgia, é necessário determinar onde os futuros dentes precisam estar para proporcionar mastigação, estética, fonética e possibilidade de higienização.
Esse conceito é chamado de planejamento protético reverso: primeiro se projeta o resultado desejado e, a partir dele, são definidas as etapas cirúrgicas.
O International Team for Implantology, uma das principais organizações científicas da área, reforça que o posicionamento dos implantes deve ser orientado pelas necessidades da futura prótese. A escolha do formato, do tamanho, da superfície e da conexão do implante também faz parte desse planejamento.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“Um implante pode estar integrado ao osso e, ainda assim, apresentar uma posição inadequada para a prótese. Por isso, não avaliamos apenas se existe osso disponível. Analisamos se aquele posicionamento permitirá uma coroa ou uma prótese protocolo resistente, estética, bem adaptada à gengiva e acessível à higienização.”

Cada paciente precisa de um diagnóstico individualizado: planejamento de implantes dentários de forma personalizada na ImplArt
Não existe um protocolo único que possa ser aplicado a todos os tratamentos. Um paciente que perdeu apenas um dente possui necessidades diferentes de uma pessoa que utiliza dentadura há muitos anos ou apresenta todos os dentes comprometidos.
Na primeira avaliação, o Dr. Roberto Markarian e sua equipe analisam:
- quais dentes ainda podem ser preservados;
- quais dentes apresentam prognóstico desfavorável;
- há quanto tempo os dentes foram perdidos;
- a quantidade e o formato do osso;
- a condição da gengiva;
- a presença de infecções;
- o espaço disponível para os futuros dentes;
- a posição dos dentes remanescentes;
- a relação entre as arcadas;
- a linha do sorriso;
- o suporte dos lábios;
- as forças mastigatórias;
- a presença de bruxismo;
- a possibilidade de higienização;
- as expectativas funcionais e estéticas do paciente.
Essa análise permite diferenciar tratamentos que aparentemente parecem semelhantes, mas que exigem estratégias cirúrgicas e protéticas distintas.

Segundo o Dr. Roberto Markarian: “Dois pacientes podem procurar a clínica com a mesma queixa e precisar de tratamentos completamente diferentes. A quantidade de osso, a posição dos lábios, a mordida, o desenho da prótese e a resposta biológica modificam o planejamento. É por isso que um tratamento com implantes não deve começar pela escolha de um pacote ou de uma técnica padronizada.”
O histórico médico também interfere na cirurgia e na cicatrização
O planejamento não se limita aos dentes e ao osso. Antes da cirurgia, devem ser avaliados o estado geral de saúde, os medicamentos de uso contínuo e as condições que podem interferir na cicatrização.
É importante informar à equipe:
- diabetes;
- alterações de coagulação;
- doenças cardíacas;
- osteoporose;
- tratamentos oncológicos;
- radioterapia;
- doenças autoimunes;
- alergias;
- histórico de doença periodontal;
- tabagismo;
- cirurgias anteriores;
- medicamentos que interferem no metabolismo ósseo.
Ter diabetes, osteoporose ou outra condição sistêmica não significa automaticamente que o paciente não possa receber implantes. Entretanto, essas situações podem exigir controle médico, exames laboratoriais, ajustes no planejamento ou um protocolo de cicatrização mais cauteloso.
*Se quiser saber mais sobre o tratamento de implante dentário total e todos os materiais para próteses e implantes, veja nosso artigo: Implante dentário de todos os dentes | Materiais utilizados
Tomografia computadorizada: análise tridimensional do osso
A tomografia computadorizada é um dos principais exames utilizados no planejamento dos implantes dentários.
Ela permite analisar tridimensionalmente:
- altura e espessura do osso;
- formato do rebordo;
- proximidade do nervo mandibular;
- posição dos seios maxilares;
- raízes residuais;
- áreas de infecção;
- defeitos ósseos;
- necessidade de enxerto;
- regiões disponíveis para os implantes.
Nos tratamentos totais, a tomografia permite estudar toda a arcada e avaliar como os implantes poderão ser distribuídos para sustentar a futura prótese.
Nos casos em que existe perda óssea avançada, o exame também auxilia na análise de estratégias como enxertos, levantamento de seio maxilar, implantes inclinados, implantes curtos e, em situações específicas, implantes zigomáticos.
A escolha não deve ser baseada apenas na possibilidade de evitar um enxerto, mas na segurança anatômica e na capacidade de sustentar adequadamente a prótese planejada.
Escaneamento intraoral TRIOS e integração dos dados digitais
O escaneamento intraoral registra digitalmente os dentes, a gengiva, a arcada e a mordida. Na Clínica ImplArt, esse processo pode ser realizado com o scanner intraoral TRIOS, da 3Shape, reduzindo a necessidade das moldagens convencionais com massa em diversas etapas do tratamento. A tecnologia também pode registrar a posição dos implantes e o perfil dos tecidos ao redor deles para o desenvolvimento das próteses.
Os arquivos obtidos pelo escaneamento podem ser associados às imagens da tomografia computadorizada. Dessa maneira, a equipe consegue visualizar, em um mesmo planejamento:
- o volume ósseo;
- as estruturas anatômicas;
- os dentes remanescentes;
- a gengiva;
- a posição desejada para os futuros dentes;
- o espaço protético;
- a relação entre as arcadas;
- a distribuição dos implantes.
Softwares de planejamento permitem sobrepor os arquivos do escaneamento aos exames tomográficos e desenvolver um projeto orientado pela futura prótese. A 3Shape descreve esse fluxo como a combinação entre imagens de CBCT e registros digitais intraorais para o planejamento proteticamente guiado dos implantes.
Segundo o Dr. Roberto Markarian: “A tecnologia digital permite estudar simultaneamente o osso e a prótese. A tomografia mostra a anatomia interna, enquanto o escaneamento registra dentes, gengiva e mordida. Quando reunimos essas informações, podemos planejar cada implante considerando a posição real dos futuros dentes. Caso o tratamento seja realizado com Digital Smile Design, consegumos estudar a estética antes da realização do tratamento. E esta tecnologia é reproduzida na confecção de Coroas em Zirconia e Próteses Protocolo em Zirconia com sistema CADCAM”

Primeiro se define qual prótese será realizada: Prótese em Zircônia é a mais moderna e utiliza tecnologia computadorizada CADCAM
Antes da cirurgia, é necessário estabelecer qual tipo de reabilitação será mais adequado.
O planejamento pode envolver:
- coroa individual sobre implante;
- ponte fixa sobre implantes;
- dentes individualizados;
- prótese protocolo fixa;
- prótese total com ou sem gengiva artificial;
- prótese em zircônia;
- prótese em porcelana;
- prótese provisória para carga imediata;
- prótese removível estabilizada por implantes.
O material e o desenho da prótese interferem no número e na posição dos implantes, no espaço necessário entre as arcadas, no suporte dos lábios e na possibilidade de higienização.
Em reabilitações totais, o espaço protético deve ser avaliado antes da cirurgia. Uma prótese protocolo em zircônia, por exemplo, necessita de volume suficiente para acomodar seus componentes e manter resistência mecânica, anatomia, estética e acesso para limpeza. O ITI destaca que o espaço interoclusal e o material escolhido devem ser considerados no planejamento das reabilitações totais.
Segundo o Dr. Roberto Markarian: “Antes de instalar os implantes, precisamos saber se a prótese definitiva será composta por coroas individuais, uma ponte ou uma prótese protocolo completa. Também analisamos se ela poderá ser produzida em zircônia computadorizada, quanto espaço esse material exigirá e se haverá necessidade de reconstruir gengiva artificial.”
Prótese protocolo FP1, FP2 ou FP3
Nas reabilitações totais, não basta escolher entre uma prótese de resina ou de zircônia. É necessário determinar quais estruturas serão substituídas. Algo pouco mencionado, mas de extrema importância, segundo Dr. Markarian é a classificação FP1, FP2 e FP3, que ajuda a compreender diferentes situações protéticas e alinhar os resultados do tratamento com prótese protocolo.
Prótese protocolo FP1
A FP1 substitui principalmente as coroas dos dentes. Ela pode ser considerada quando o paciente possui estrutura óssea e gengival relativamente preservada. Nesse desenho, os dentes protéticos emergem de forma semelhante aos dentes naturais e pode não haver necessidade de gengiva artificial.
Pode ser realizada em Zircônia e Porcelana. A FP1 não pode ser realizada em uma prótese protocolo em Resina. Portanto caso o paciente escolha a Metalo-plástica ( resina ) não conseguirá ter uma prótese sem gengiva.
Prótese protocolo FP2
A FP2 também substitui principalmente os dentes, mas apresenta coroas mais longas para compensar uma perda moderada dos tecidos de suporte. O planejamento precisa controlar o comprimento dos dentes para que a prótese permaneça esteticamente equilibrada.
Pode ser realizada em Zircônia e Porcelana.
Prótese protocolo FP3
A FP3 substitui dentes e parte do volume perdido de gengiva e osso. Ela é mais frequentemente necessária quando existe reabsorção óssea acentuada, situação comum em pacientes que utilizaram dentadura por muitos anos. As próteses protocolo em Resina ( Metalo-plásticas) serão sempre FP3, por precisarem de altura para sustentação composta pela gengiva.
A classificação contemporânea de próteses fixas totais mantém a diferenciação entre restaurações que substituem apenas tecidos dentários e aquelas que também precisam reconstruir o volume gengival.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“A decisão entre uma prótese com ou sem gengiva artificial não deve ser feita apenas pela preferência do paciente. Precisamos avaliar a perda óssea, o suporte dos lábios, a linha do sorriso, o espaço protético e a posição em que os dentes precisam ser reconstruídos.”
Sempre que as condições permitem, a Clínica ImplArt procura preservar a estrutura óssea e evitar remoções desnecessárias apenas para acomodar um desenho protético padronizado.

Nem todos os implantes dentários são iguais
Depois de definir a prótese, a equipe seleciona o sistema de implante.
Essa escolha pode considerar:
- qualidade e densidade do osso;
- região tratada;
- necessidade de estabilidade inicial;
- possibilidade de carga imediata;
- formato do rebordo;
- proximidade de estruturas anatômicas;
- espaço disponível;
- tipo de prótese;
- formato do implante;
- conexão protética;
- material;
- superfície.
Na Clínica ImplArt, podem ser utilizados sistemas suíços Straumann iEXCEL. A plataforma reúne diferentes formatos de implantes em um mesmo sistema, com conexão protética compartilhada e integração aos fluxos digitais. Além de outros implantes modernos com nanotecnologia e Implantes em Zircônia, para quem deseja implantes sem metal.
Essa versatilidade permite selecionar, de acordo com a anatomia, implantes ao nível ósseo ou ao nível dos tecidos, além de diferentes macrogeometrias.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“Não existe um único formato de implante ideal para todas as regiões. A macrogeometria que favorece estabilidade em um osso de menor densidade pode não ser a melhor escolha para uma área com osso mais compacto. O uso de implantes curtos, também é uma alternativa para quem possui pouco osso, podendo ser mais uma ferramenta para uso do implantodontista.”

Implantes dentáriso em Roxolid: titânio associado ao zircônio
Alguns implantes Straumann são produzidos em Roxolid, liga desenvolvida especificamente para Implantodontia e composta por aproximadamente 85% de titânio e 15% de zircônio. Segundo o fabricante, essa associação apresenta elevada resistência mecânica e permite opções de implantes com diâmetros reduzidos em situações selecionadas.
Isso não significa que implantes estreitos eliminem automaticamente a necessidade de enxerto. A indicação depende das forças mastigatórias, da região, da quantidade de osso e da prótese planejada.
A escolha do material deve estar associada ao diagnóstico, e não apenas à divulgação de uma marca ou tecnologia.
Implantes com nanotecnologia: Superfície SLActive e tecnologia em escala nanométrica
A superfície do implante é a região que entra em contato direto com o osso. Os implantes Straumann com superfície SLActive apresentam topografia hidrofílica e nanostruturada, desenvolvida para favorecer as fases iniciais da cicatrização óssea.
O termo nanotecnologia, nesse contexto, refere-se às características da superfície em escala nanométrica, e não a dispositivos eletrônicos ou partículas liberadas no organismo.
A superfície pode ser um dos fatores considerados quando se avaliam protocolos de cicatrização ou carga precoce. Entretanto, o prazo da prótese não depende exclusivamente da tecnologia do implante.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“As superfícies nanostruturadas e hidrofílicas representam um avanço importante porque atuam justamente na interface entre o implante e o osso. Porém, a tecnologia não elimina a necessidade de estabilidade inicial, bom posicionamento, controle da mordida e acompanhamento da cicatrização.”
Cirurgia guiada por computador: quando é indicada?
Depois da integração entre tomografia, escaneamento e projeto protético, pode ser confeccionado um guia cirúrgico. O guia é produzido para orientar a posição, a inclinação e a profundidade dos implantes durante a cirurgia.
Ele pode ser útil em casos como:
- regiões próximas a estruturas anatômicas;
- múltiplos implantes;
- reabilitações totais;
- planejamento de carga imediata;
- necessidade de posicionamento protético preciso;
- cirurgias com acesso reduzido.
Além disso, segundo Dr. Markarian, a cirurgia guiada ou cirurgia de implantes sem cortes, permite um pós cirúrgico muito mais ameno, pois a intervenção cirúrgica é apenas pontual.
É possível extrair os dentes e instalar os implantes na mesma cirurgia?
Segundo Dr. Robeto Markarian, na grande maioria dos casos a extração dos dentes comprometidos e a instalação dos implantes podem ser realizadas no mesmo procedimento. Isso é muito vantajoso para o paciente, pois diminui o número de intervenções cirúrgicas que ele deve ser submetido. Esta abordagem está alinhada ao tratamento humanizado, que procura tornar a reabilitação com implantes o mais tranquila possível para o paciente.
Essa abordagem pode ser adotada tanto para um único dente quanto em reabilitações totais para implante total e prótese protocolo.
Antes de indicar implantes imediatos, são avaliados:
- quantidade e formato do osso remanescente;
- integridade das paredes do alvéolo;
- presença e extensão de infecção;
- possibilidade de obter estabilidade inicial;
- posição protética dos implantes;
- condição da gengiva;
- necessidade de enxerto;
- possibilidade de proteger a região durante a cicatrização.
Veja video abaixo onde Dr. Roberto Markarian explica os beneficios de realizar o a cirurgia de implante dentário no mesmo momento da extração dentária:
Enxertos orientados pelo projeto da prótese
O enxerto ósseo não deve ser planejado apenas para criar volume ao redor de qualquer posição de implante. O objetivo é reconstruir o osso necessário para que o implante possa ser instalado em uma posição favorável à prótese.
Essa abordagem é chamada de regeneração orientada pelo planejamento protético. Quando o osso residual não permite instalar o implante na posição restauradora adequada, a reconstrução pode ser realizada antes ou durante a instalação.
Dependendo do caso, podem ser consideradas técnicas como:
- enxerto particulado;
- enxerto em bloco;
- regeneração óssea guiada;
- levantamento do seio maxilar;
- expansão do rebordo;
- enxerto gengival;
- preenchimento do alvéolo após extração.
Nem todo paciente precisa de enxerto. A indicação depende da anatomia e do resultado protético planejado.
Quantos implantes são necessários para uma prótese protocolo?
O número de implantes não deve ser definido apenas por expressões comerciais como All-on-4, All-on-6 ou All-on-X.
A quantidade depende de fatores como:
- formato da arcada;
- qualidade óssea;
- distribuição dos implantes;
- extensão da prótese;
- presença de cantiléver;
- tipo de material;
- mordida;
- hábitos parafuncionais;
- possibilidade de futuras complicações.
O consenso do ITI recomenda pelo menos quatro implantes adequadamente distribuídos para sustentar uma prótese fixa total em peça única, mas ressalta que implantes adicionais podem oferecer outras possibilidades protéticas e maior flexibilidade diante de complicações futuras.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“O número de implantes não deve ser reduzido apenas para tornar o tratamento mais rápido. Avaliamos a distribuição, a qualidade do osso, as forças mastigatórias e o desenho da prótese. Em determinados casos, quatro implantes podem ser suficientes; em outros, seis ou mais podem oferecer uma distribuição biomecânica mais favorável.”
Implantes zigomáticos: indicação restrita para casos de perda óssea extrema
Os implantes zigomáticos são uma alternativa indicada apenas para pacientes que apresentam reabsorção óssea extremamente severa na maxila e não possuem condições adequadas para a instalação de implantes convencionais. Por serem mais longos, esses implantes buscam ancoragem no osso zigomático, localizado na região da maçã do rosto. Trata-se de uma cirurgia bastante invasiva, indicada apenas em alguns casos restritos.
Apesar de sua importância em casos complexos, o implante zigomático não deve ser indicado automaticamente para todo paciente com perda óssea. Antes de optar por essa técnica, é necessário avaliar detalhadamente a tomografia, o osso residual, a condição dos seios maxilares, a distribuição possível dos implantes convencionais e o projeto da futura prótese.
O Dr. Roberto Markarian tem recebido na Clínica ImplArt pacientes que chegaram com indicação prévia de implantes zigomáticos, mas que, após uma nova avaliação clínica, tomográfica e protética, ainda apresentavam condições para tratamentos mais conservadores com implantes convencionais, implantes inclinados ou técnicas de reconstrução óssea.
Segundo o Dr. Roberto Markarian, PhD: “O implante zigomático é uma solução importante para pacientes com atrofia maxilar realmente extrema, mas não deve ser transformado em uma indicação de rotina. Antes de recorrer a uma cirurgia mais invasiva, precisamos confirmar se o osso residual realmente não permite uma reabilitação segura e previsível com implantes convencionais.”
Na Clínica ImplArt, a indicação dos implantes zigomáticos é feita somente após um planejamento individualizado. A técnica é considerada quando seus benefícios superam os riscos e quando alternativas menos invasivas não oferecem condições adequadas para sustentar a prótese planejada.

Carga imediata: o paciente pode receber dentes fixos no mesmo dia?
Aqui na Clínica ImplArt, em casos selecionados, é possível instalar uma coroa ou uma prótese provisória fixa logo após a cirurgia. Sempre prevemos a carga imediata em próteses provisórias, para que as próteses definitivas, com maior requinte estético, possam ser produzidas após a osseointegração dos implantes, visando sempre o melhor resultado.
Para considerar a carga imediata, é necessário avaliar:
- estabilidade dos implantes;
- quantidade e qualidade óssea;
- distribuição dos implantes;
- possibilidade de união entre eles;
- controle da mordida;
- extensão da prótese;
- hábitos do paciente;
- capacidade de seguir uma alimentação controlada.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“A carga imediata não significa osseointegração imediata. A prótese provisória precisa ser planejada para proteger os implantes enquanto a cicatrização ocorre. O paciente sai com dentes fixos, mas deve respeitar cuidados específicos durante essa fase.”
Em tratamentos totais, a prótese provisória também permite avaliar estética, suporte dos lábios, fonética e dimensão da mordida antes da produção da prótese definitiva.

Sedação endovenosa e planejamento cirúrgico
A maior parte das cirurgias de implante na Clínica ImplArt é realizada com anestesia local. Entretanto, para pacientes ansiosos, procedimentos extensos ou tratamentos organizados em sistema Day Clinic, é muito comum a opção da sedação endovenosa, após avaliação prévia.
A sedação oferecida pela Clínica ImplArt não corresponde à anestesia geral nem à sedação profunda. Seu objetivo é proporcionar maior tranquilidade e conforto durante o atendimento. Mesmo quando existe sedação, a anestesia local continua sendo necessária para bloquear a sensibilidade da região operada.
O planejamento deve considerar o histórico médico, os exames, os medicamentos e a extensão da cirurgia.
A prótese provisória também faz parte do diagnóstico
A prótese provisória não serve apenas para preencher o espaço durante a cicatrização. Nos implantes anteriores, ela pode ajudar a conduzir o formato da gengiva e o perfil de emergência da futura coroa.
Nas reabilitações totais, o provisório permite avaliar:
- posição dos dentes;
- altura e exposição no sorriso;
- suporte dos lábios;
- dimensão vertical da mordida;
- fonética;
- corredores bucais;
- facilidade de higienização;
- conforto durante a mastigação.
Segundo o Dr. Roberto Markarian: “A prótese provisória funciona como um protótipo clínico. Ela nos permite testar o projeto antes de produzir a prótese definitiva em zircônia. Ajustamos posição dos dentes, mordida, fonética e suporte facial com o paciente utilizando a prótese.”
Quanto tempo leva a osseointegração?
A osseointegração é o processo de formação e adaptação do tecido ósseo ao redor da superfície do implante.
O prazo depende de:
- estabilidade inicial;
- qualidade e quantidade óssea;
- região tratada;
- necessidade de enxerto;
- macrogeometria do implante;
- superfície;
- saúde geral;
- tabagismo;
- higiene;
- resposta biológica individual.
Sistemas como os implantes Straumann com superfície SLActive podem permitir protocolos de cicatrização reduzidos em casos selecionados. Isso não significa, porém, que todos os pacientes estarão prontos para receber a prótese definitiva em três ou quatro semanas.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“Não determinamos o prazo apenas pelo calendário ou pela tecnologia do implante. Certamente a escolha do tipo de implante definirá o tempo de osseointegração mínimo do implante. Entretanto a decisão de avançar para a prótese definitiva deve respeitar a estabilidade, a evolução dos tecidos e o risco biomecânico de cada tratamento.”
Planejamento da prótese definitiva em zircônia computadorizada
Depois da fase de cicatrização e validação do provisório, inicia-se a produção da prótese definitiva.
Na Clínica ImplArt, coroas, pontes e próteses protocolo podem ser projetadas digitalmente e produzidas em zircônia por fluxo CAD/CAM no laboratório interno. A estrutura digital da clínica inclui produção de próteses em zircônia e planejamento computadorizado integrado ao atendimento.
O processo pode incluir:
- escaneamento da posição dos implantes;
- registro da gengiva;
- análise da mordida;
- projeto digital dos dentes;
- definição dos contatos;
- escolha do desenho protético;
- fresagem da zircônia;
- sinterização;
- caracterização de dentes e gengiva;
- acabamento;
- polimento;
- provas clínicas;
- ajustes oclusais.
A zircônia não é produzida simplesmente por uma impressora 3D. Em um fluxo CAD/CAM, a prótese é projetada em software e fresada a partir de um bloco ou disco de material cerâmico.
Sistemas como o Ceramill integram o desenho digital e a produção computadorizada de restaurações.
Por que considerar a zircônia desde o início?
Segundo Dr. Markarian, o material da prótese definitiva interfere no planejamento cirúrgico porque cada opção necessita de determinado espaço e espessura.
Nas próteses totais em zircônia, é necessário analisar:
- espaço interoclusal;
- espessura mínima do material;
- extensão da prótese;
- distribuição dos implantes;
- posição dos componentes;
- acesso aos parafusos;
- desenho para higienização;
- suporte de dentes e gengiva;
- forças da mordida.
O ITI indica que próteses totais monolíticas de zircônia geralmente requerem espaço protético maior do que restaurações segmentadas convencionais, devendo esse volume ser considerado desde o planejamento.
Segundo o Dr. Roberto Markarian: “A prótese em zircônia não deve ser decidida somente depois da cirurgia. Precisamos prever seu espaço, espessura, desenho e forma de fixação antes de instalar os implantes. Caso contrário, poderemos criar uma situação em que existe osseointegração, mas não há volume suficiente para produzir a prótese ideal.”
Vantagens do laboratório CAD/CAM integrado à clínica
A Clínica ImplArt possui laboratório de prótese interno integrado à estrutura clínica desde 2012, portanto tem muita experiência na área! Nele podem ser produzidas coroas, próteses fixas, provisórios, estruturas e próteses protocolo em zircônia, entre outros trabalhos.
A proximidade entre clínica e laboratório permite que o Dr. Roberto Markarian e a equipe acompanhem diretamente:
- desenho da prótese;
- posição dos dentes;
- contatos da mordida;
- perfil gengival;
- escolha da cor;
- textura;
- translucidez;
- adaptação;
- acesso para higienização.
Segundo o Dr. Roberto Markarian:“Um laboratório interno não é apenas uma forma de produzir a prótese mais perto do paciente. Ele permite integrar o raciocínio clínico ao desenho digital, discutir ajustes diretamente com a equipe técnica e controlar as etapas que interferem na estética, na função e na adaptação.”
O planejamento continua depois da instalação da prótese
O tratamento não termina quando a prótese definitiva é instalada.
O acompanhamento permite avaliar:
- saúde da gengiva;
- estabilidade óssea;
- higiene;
- contatos da mordida;
- parafusos e componentes;
- desgaste;
- bruxismo;
- adaptação do paciente;
- necessidade de manutenção profissional.
Implantes não desenvolvem cárie, mas os tecidos ao redor podem sofrer inflamação e perda óssea. Por isso, consultas periódicas e higiene adequada continuam sendo fundamentais.
A experiência do Dr. Roberto Markarian integrada à alta tecnologia
O planejamento de implantes dentários na Clínica ImplArt integra a experiência clínica do Dr. Roberto Markarian à tomografia computadorizada, ao escaneamento intraoral TRIOS, aos implantes Straumann iEXCEL e à produção de próteses em zircônia por tecnologia CAD/CAM.
O Dr. Roberto Markarian é especialista em Implantodontia e Prótese Dentária, mestre e doutor em Odontologia, com atuação clínica, acadêmica e científica. Sua experiência envolve desde implantes individuais até reabilitações totais com próteses computadorizadas em zircônia.
Na Clínica ImplArt, essa experiência é associada a:
- tomografia computadorizada;
- radiologia integrada;
- scanner intraoral TRIOS 3Shape;
- planejamento digital;
- cirurgia guiada quando indicada;
- implantes suíços Straumann iEXCEL;
- implantes em Roxolid;
- superfícies hidrofílicas e nanostruturadas SLActive;
- carga imediata em casos selecionados;
- laboratório CAD/CAM interno;
- coroas e próteses protocolo em zircônia;
- atendimento Day Clinic;
- atendimento a pacientes do Brasil e do exterior.

Agende sua avaliação para implantes dentários
Se você perdeu um ou mais dentes, utiliza dentadura ou recebeu indicação para uma reabilitação total, a avaliação clínica e os exames permitem construir um planejamento individualizado.
Na consulta, poderão ser avaliados:
- dentes que ainda podem ser preservados;
- quantidade e qualidade óssea;
- necessidade de extrações;
- necessidade de enxertos;
- possibilidade de implantes imediatos;
- possibilidade de carga imediata;
- número e distribuição dos implantes;
- desenho da prótese;
- viabilidade de uma prótese em zircônia computadorizada;
- duração estimada das etapas.
Clínica ImplArt
Rua Cincinato Braga, 37 – conjunto 112
Bela Vista – São Paulo/SP
Próxima à Avenida Paulista
Cada tratamento depende de avaliação clínica, exames de imagem e análise das condições individuais do paciente.

Material técnico por DR. ROBERTO MARKARIAN – CRO-SP 73.583
Idealizador e Diretor da Clínica Odontológica ImplArt. – Perfil do Linkedin do Dr. Roberto
Dr. Roberto Markarian é um renomado implantodontista que atua em São Paulo. É referência em implantes dentarios e próteses dentárias computadorizadas no Brasil. Além de ter experiencia de mais de 12.000 implantes instalados, é pesquisador, e produz conhecimento que vai para o mundo todo publicado em renomadas revistas científicas na área da Odontologia. Responsável por fomentar conhecimento e alta tecnologia aplicado em todos os tratamentos oferecidos pela Clínica Odontológica ImplArt.
A Clínica ImplArt está localizada na região da Avenida Paulista, em São Paulo, e atende pacientes do Brasil e do exterior para tratamentos com implantes dentários, próteses computadorizadas e reabilitação oral.
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Clínica ImplArt – Implante Dentário e Estética Dental
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Bela Vista – São Paulo – SP
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Responsável técnico: Dr. Roberto Markarian – CRO-SP 73.583
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