Implantes Dentários - Dúvidas Frequentes

 

Quero fazer um Implante mas tenho medo, o que fazer?

A instalação de um implante dentário é um procedimento muito simples. Em caso de um implante unitário, não deve levar mais do que 30 minutos. Em geral há apenas um desconforto leve após a colocação de um implante e você poderá trabalhar no dia seguinte. A colocação do implante no osso impressiona os pacientes, porém é importante dizer que no osso há pouca inervação para dor, sendo apenas a gengiva que traz a sensibilidade, que é facilmente controlada por meio de medicamentos. A sedação consciente pode ser usada para diminuir a ansiedade.

O que são implantes osseointegrados?

São uma nova geração de implantes, introduzidos a partir da década de 60, mas que só agora atingem um grau de aceitabilidade universal. São normalmente parafusos de titânio colocados em áreas desdentadas e que apresentam capacidade de exercer as funções mastigatórias e funcionais de maneira semelhante aos dentes naturais. Normalmente é colocado em duas etapas: uma para a inserção do implante de titânio propriamente dito - cirurgia mais extensa - e outra, alguns meses após, para a colocação de dispositivos que suportarão as próteses. Estas podem ser confeccionadas em curto período após a esta segunda etapa.

São superiores às próteses convencionais?

Certamente são melhores que dentaduras e próteses removíveis ("pontes móveis"). Têm capacidade funcional semelhante às próteses fixas em casos de espaços desdentados relativamente pequenos, mas a opção por um ou outro tratamento deve ser cuidadosamente analisada pelo profissional e em acordo com a solicitação do paciente, pois as situações são muito diversas e impedem a discussão com regras fixas. Nos casos de desdentados totais ou de áreas posteriores a solução com implantes é normalmente melhor do ponto de vista funcional.

Qual a chance de um implante dar certo?

Estudos de longa duração demonstraram que certos tipos de implantes apresentam taxas de sucesso acima de 90% nos implantes colocados e taxas superiores a 97% de sucesso das próteses (porque a perda de um implante não significa necessariamente a perda da prótese, pois está apoiada em outros implantes). Este índice de sucesso porém, é médio, e não vale igualmente para todas as regiões da boca. Os índices de falha em desdentados totais inferiores é próximo a 0% (zero por cento) e na região posterior da maxila, com osso pouco denso e após a colocação de implantes curtos (devido aos seios maxilares), a taxa pode chegar a 33%.

O que existe de mágico no titânio?

Nada. É um material utilizado em ortopedia há muitas décadas. Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e não apresenta fenômenos de rejeição imunológica, assim como outros metais da mesma família, como o nióbio por exemplo. O sucesso da técnica é devido a um bom conjunto de fatores e estas características do titânio sem dúvida são positivas, mas por si não garantiriam o sucesso do procedimento. O sucesso depende, em suma, do planejamento da técnica cirúrgica (que evita o super-aquecimento do osso), um período de cicatrização sem a colocação das próteses, e uma prótese adequada. Este protocolo para realização dos implantes possui minúcias que não podem ser desprezadas, e um profissional competente e bem treinado na técnica pode alcançar excelentes resultados.

Existe garantia de sucesso?

A princípio a alta taxa de sucesso é uma boa garantia, mas sempre existe, nos processos biológicos uma certa dose de imponderabilidade. Não há a possibilidade de certeza de absoluto sucesso, mas devido às taxas anteriormente citadas, o desconforto da cirurgia é muito inferior ao benefício de possuir uma prótese fixa, e mesmo nos casos onde ocorre a falha, o procedimento poderá ser refeito.

Tenho um dente com uma pequena infecção. Um dentista que fui quer fazer cirurgia na raiz e deixar a coroa como está, outro pensa que é melhor não fazer a cirurgia, e sim, um implante. A diferença de preço é muito grande. Qual seria o melhor método?

As duas alternativas são boas dependendo da indicação. A primeira opção estaria indicada caso a raiz esteja em boas condições de continuar em função. Já a segunda seria melhor caso em casos de raiz fraturada, lesões ou cáries. Hoje em dia existe uma tendência a atuar com implantes, pois sabemos que os tratamentos duram muito tempo e tem resultados previsíveis. Dessa forma o custo/benefício do tratamento compensa.

Quanto tempo dura um implante? Qual sua vida útil?

Pode-se afirmar que em 95% dos casos, se os implantes não foram perdidos nos dois primeiros anos de uso, durarão por grande parte da vida do paciente.

Esteticamente é bom?

Depende muito do sistema utilizado e das condições locais. A estética melhorou muito nos últimos anos. Lembre-se: por melhor que seja o implante e o profissional, o primeiro continua sendo uma prótese, ou seja, a substituição de dentes naturais por artificiais. Expectativa demasiada em relação à implantes é comum mas normalmente é sucedida de uma certa parcela de frustração. Em muitos casos a solução estética é apenas aceitável. O melhor raciocínio é funcional: o implante é muito superior a outros procedimentos de prótese e na ausência dos dentes é o que pode ser realizado de melhor.

Devo voltar ao dentista depois de colocar os dentes?

É necessário no mínimo um controle clínico radiográfico a cada ano. É também uma obrigação do paciente comparecer a estes controles.

Não é um exagero o dentista pedir tomografia computadorizada para análise do osso?

Não, especialmente no arco superior. Um estudo detalhado com o uso de tomografia computadorizada evita surpresas, especialmente aquelas da pergunta anterior.

Em relação à capacidade de mastigação, vai melhorar após a colocação de implantes?

Os implantes apresentam resultados funcionais muito superiores aos obtidos por dentaduras e próteses removíveis. Os pacientes que usam dentadura há muito tempo e colocam implante sentem a diferença muito significativa.

Se não existir osso suficiente, existem maneiras de aumentar a quantidade de osso disponível?

Sim, Na área da maxila podem ser feitas cirurgias para aumento de rebordo e/ou levantamento do seio maxilar, retirando-se osso do mento (queixo), do ramo da mandíbula ou da crista ilíaca. Na mandíbula o desvio do nervo alveolar inferior também pode ser realizados, mas as seqüelas pós-operatórias deste último diminui sua grandemente sua indicação.

Pelo fato de ser um material estranho existem riscos de rejeição ou de contaminação com vírus por exemplo? Como um implante é esterilizado?

Não ocorre rejeição, pois o titânio é um material imunologicamente inerte. Quanto à contaminação, quando ocorre normalmente 'por via cirúrgica e não por falhas do processo de fabricação. Qualquer dos métodos normalmente utilizados para esterilização do implante – radiação gama ou gás - oferecem total segurança.

Gostaria de saber se quem tem pré-disposição para placa bacteriana pode fazer implante.

Sim, quem tem predisposição para placa bacteriana e doença periodontal pode sim fazer implantes, desde que o processo esteja controlado.


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